LOST

Em 2000, …Lost veio para o Brasil contra todo o padrão do mercado, com uma atitude irreverente fugindo do padrão, teve uma super aceitação, transmitindo o conceito e a madness da marca através de seus produtos.  Com isso nasceu a “ovelha negra” do mercado.

Matt Biolos, conhecido como Mayhem, apelido que veio de sua banda punk do colégio chamada Mayhem Ordinance, começou a trabalhar em fabricas de prancha como a Surfglass e Herbie Fletcher Surf Shop shapeando, e também ganhava a vida pintando monstros e mulheres nas pranchas da galera na praia, sempre assinando como Mayhem e …LOST até criar a marca que fez a juventude norte-americana desmistificar seus ídolos.

Mayhem escrevia sempre “Team Lost” nas pranchas, que era o nome de sua crew, que não era interessada em ganhar campeonatos na escola, jogos de futebol e etc, e sim, queriam saber apenas de snowboard , skate , surf e Punk Rock. O “team Lost” eram, no entanto, surfistas e skatistas na sua essência, e não atletas.

O caminho não teve como ser outro, o nome …LOST pegou. Trabalhando em um ambiente cercado de bons shapers, como Timmy Patterson, Jim Fuller, Terry Senate e Randy Sleigh, além de ótimos surfistas, Matt conseguiu aprimorar ao máximo suas habilidades como shaper.

Ainda por sorte, logo no começo da carreira de Mayhem, Christian Fletcher apareceu na capa da Surfing, dando um aéreo com uma de suas pranchas, e assim,  Mayhem começou a se destacar como shaper. Pouco a pouco, atletas profissionais entre outros começaram a fazer suas pranchas com ele, já que os surfistas mais expressivos da Califórnia, como Cristian Fletcher e Matt Archibald, já usavam …LOST by MAYHEM.

Enquanto isso, os amigos de Matt o incentivavam a fazer camisetas com suas ideias e desenhos para vender. Em 1992, alimentado por sugestões de Timmy Patterson e Johnny Monson, Matt começou a colocar sua arte em camisetas com o logotipo …LOST, Seu companheiro de quarto e hoje sócio Mike Reola o ajudou a lidar com o lado comercial das coisas e, com pouco ou nenhum dinheiro, incluindo a ajuda de vários amigos na forma de pequenos empréstimos, quintal de um pai para silkar camisetas, um veículo em troca de aluguel, e ajuda de todos para divulgar a marca nas escolas, e assim Matt deu início a …Lost.

Em 1993 a …LOST fez o seu primeiro vídeo, intitulado Momentum 3, que apresentou as equipes de surf, skate e snowboard, juntamente com todos os que viviam com a crew …LOST, personagens esses todos fora do padrão. O vídeo foi renomeado Dysfunctional e terminado por Taylor Steele. Esse filme era para ser uma piada e apenas para seus amigos, mas sua popularidade levou a …LOST a produzir o seu primeiro vídeo real, intitulado Whats Really Goin On in 1995 marcando o inicio do sucesso da marca.

Em 1999, Joel Cooper executivo da Gotcha entra como sócio de Matt e Mike na Lost, e passa a construir de forma agressiva a distribuição internacional e sistema de licenciamento ao redor do mundo. Ela hoje é a única das grandes marcas que é controlada por sócios e não por acionistas com a intenção de preservar a marca e torná-la no que simplesmente ela é, a …LOST uma marca Californiana fora dos padrões, quebrando regras e considerada “a ovelha negra” do surf. Hoje Matt também é um dos mais consagrados shapers do mundo e faz as pranchas de expressivos nomes da elite do surf mundial como Taj Burrow, Kolohe Andino, Mason Ho e outros.